Limites não afastam quem ama. Afastam quem se aproveita.
- Lidiane Passos
- 29 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Sabe por quê?
Porque quem ama não se sente ameaçado quando o outro se posiciona, não se ofende, não invade.
Colocar limite não é ser dura, é amar a si mesma.
É reconhecer que tempo, energia e presença são recursos finitos e que nem tudo pode entrar.
Amar a si mesma também é saber onde parar, é reconhecer que tempo, energia e presença são valiosos.
Por exemplo:
–definir horário para responder mensagens,
– não entrar em redes sociais o tempo todo,
– não responder clientes fora do combinado,
– não atender o chefe depois do expediente
Isso não é falta de compromisso, é preservação do corpo e da mente.
É assim que você ensina o outro como deseja ser tratada, não pelo discurso,mas pelas escolhas:
o que você aceita e o que já não cabe mais.
E existe o limite interno também:
o limite de não se explicar o tempo todo, de não se culpar por descansar, de não atravessar de novo fronteiras que já custaram caro.
Não há culpa em proteger a própria paz, quando o limite preserva a calma, o corpo e a dignidade,ele não precisa de justificativa.
É lembrar, todos os dias, do que você prometeu a si mesma.
Crescer também é isso: honrar os acordos internos.
Porque o amor não pede que você desapareça, se a pessoa exige que você se anule o tempo todo, não há encontro, há ausência.
Em algum momento, você transborda, não porque sente demais,mas porque suportou além do que cabia.
Limites não afastam quem ama, afastam quem se aproveita.





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