Migalhas não nutrem. Elas apenas enganam a fome.
- Lidiane Passos
- 13 de jan.
- 2 min de leitura
Quais são as migalhas que não te nutrem, mas enganam a sua fome e tiram a ferocidade do seu apetite?
Migalhas que deslocam a libido daquilo que realmente importa.
São pequenas doses de reconhecimento, elogios pontuais, atenção intermitente, promessas vagas...
Um pouco de apreço e pequenas recompensas que nos mantêm cooperando e a armadilha do que nos sabota, distrai, seduz.
Mas vamos seguir por aqui com mais autoamor.
Sim, aceitamos migalhas e precisamos acolher, com compaixão, a limitação de aceitar o que não nos nutre.
Isso não se resume a uma incapacidade individual de dar a si mesma o que necessita, aqui tem história de eras de condicionamento feminino nesta Terra.
Migalhas aparecem em muitos lugares:
Nas relações afetivas, quando recebemos presença pela metade,afeto quando convém,interesse que vai e volta.
No trabalho, quando acumulamos responsabilidades e entregamos além do limite, recebemos em troca apenas recompensas simbólicas, sem valorização real ou sustentabilidade.
Nas relações emocionais, quando somos vistas apenas quando resolvemos, cuidamos, sustentamos sem espaço para nossas necessidades.
O sistema nervoso se acostuma, ele aprende a sobreviver com pouco.
Dependência emocional não nasce do amor, nasce da repetição, da intermitência, da esperança de que, talvez, dessa vez, venha algo a mais.
E antes que aquela velha voz de julgamento apareça, aquela que acusa, aponta e diz que você deveria saber mais, é importante dizer com clareza:
Aceitar migalhas não é fraqueza individual.
É histórico. É coletivo.
São séculos de roubo da vidavde mulheres e quando faltam recursos,a gente faz o que dá para seguir adiante.
E tudo bem reconhecer isso!
A consciência não nasce para punir mas para orientar.
O caminho não é a culpa nem a vitimização, é a vigilância amorosa.
Seja generosa consigo mesma diante das incapacidades que cada momento instaura, sem perder de si.
Porque migalhas não são morada
Você merece uma mesa mais farta onde o corpo descanse, onde a alma se nutra, onde a vida possa ser compartilhada com dignidade.
O maior gesto de autoamor é não permanecer para sempre naquilo que apenas engana a fome.
Sair de migalhas é um aprendizado.
E, pouco a pouco,é assim que se caminha da sobrevivência emocional para uma abundância possível, real e sustentável..
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